quinta-feira, 27 de julho de 2017

Londres e a minha "desintóxicação telefónica"


Este ano fizemos nove anos de casados. Como prenda de aniversário o meu marido ofereceu-me uma viagem a dois à minha cidade preferida - Londres, com direito a um concerto do meu "guity pleasure" favorito. Claro que eu não poderia ter ficado mais feliz. 

A minha mãe ficou a dormir cá em casa e encarregue do miúdo.  Assim, numa manhã depois de o deixarmos na escola, arrancámos todos felizes em modo romântico para o aeroporto. E foi nessa altura, que em plena Ponte 25 de Abril, me lembrei que o meu querido e imprescindível telemóvel tinha ficado em casa a carregar. O homem ainda se ofereceu para voltar para trás, em modo, "na verdade não dá jeito nenhum, mas se quiseres..." ao que eu respondi "não vale a pena, deixa estar, não faz assim tanta falta" claramente a fazer-me de forte enquanto me roía por dentro a pensar nas fotos que não ia tirar, no instagram que não ia actualizar etc. etc. etc.


O primeiro sintoma foi a REVOLTA. 

Se eu não tenho tu também não podes ter, e qual policia dos telemóveis não deixava o homem olhar para o telemóvel mais de dois segundos seguidos. 


Depois veio o SÍNDROME DE MEMBRO FANTASMA. 

Apesar de não ter o telemóvel ouvia-o tocar, sentia-o vibrar e várias vezes dei por mim a apalpar bolsos e malas para o encontrar. Só que ele não estava lá. 


Seguiu-se a NEGAÇÃO.

"Queres que veja no meu?", "vou ver as horas", "eu tenho as reservas do hotel aqui no telemóvel"... não... só que não...


E depois veio o pior, a PRIVAÇÃO.

Aquilo que me causou verdadeiros suores frios: querer tirar fotos A TUDO, como sempre faço, e não ter como... então lá pedia o telefone ao homem para registar qualquer coisita, mas convenhamos minha boa gente, os homens não têm a nossa desenvoltura para estas coisas e muito boa coisa ficou por registar....


Pelo menos estávamos na terra das cabines telefónicas, certo?? 

Penso que é seguro dizer que ao segundo dia estava curada. Resolvi entreter-me com a própria da viagem, e guardar tudo como no antigamente, com a boa velha memória. Aos poucos deixei de procurá-lo. Habituei-me a ver as horas noutros sítios. Só registei coisas que valiam mesmo a pena....

Para falar para casa usámos o telemóvel do meu marido e aos poucos deixei de sentir falta do meu. Pura e simplesmente não precisei dele. E o mais curioso? É que desde essa altura esqueço-me dele em casa com a maior facilidade e isso não me causa stress nenhum. É mesmo do género, olha, paciência, também não faz falta...

Sobre Londres, continua maravilhoso e fica prometido um artigo mais esclarecedor assim que possível! :)

(Todas as fotos obviamente tiradas com o telemóvel do homem)


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